Verter a educação em arte: potências do conceito de pedagogia menor para o Ensino de Artes Visuais

Esta dissertação aproxima três diferentes campos do saber: educação, filosofia e arte. Sob o problema Quais as potências do conceito de pedagogia menor para o Ensino de Artes Visuais?, objetiva desdobrar e apresentar o conceito de pedagogia menor, utilizando-o para interrogar o campo do Ensino de Artes Visuais. Contrasta, assim, o modelo da educação maior do Ensino de Artes Visuais, expresso pelos Parâmetros Curriculares Nacionais da área, com as possibilidades de uma pedagogia menor.

A pedagogia menor é entendida como práticas que desviam, subvertem e desrealizam as pretensões de uma educação maior. Uma educação maior é aquela engendrada pela macropolítica, que se legitima via políticas educacionais, parâmetros e diretrizes, etc. 

O conceito de pedagogia menor foi elaborado por Sílvio Gallo, a partir da obra Kafka – por uma literatura menor de Gilles Deleuze e Félix Guattari, na qual estes criam o conceito de literatura menor. Ambos os conceitos apresentam três coeficientes: desterritorialização, ramificação política e valor coletivo. Esta dissertação preserva tais coeficientes, mas lança ainda quatro proposições acerca do conceito de pedagogia menor: I) a pedagogia menor como máquina de guerra; II) a pedagogia menor é rizomática; III) a pedagogia menor se passa em um nível micropolítico; IV) um saber de experiência como saber menor.

O estudo desenvolveu-se como pesquisa bibliográfica. As ferramentas teóricas centrais arquitetaram-se no pensamento de Gilles Deleuze e Félix Guattari, Michel Foucault, Jorge Larrosa e Sílvio Gallo.

Autora:

Daniela da Cruz Schneider
Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação, pela Universidade Federal de Pelotas. Bolsista CAPES. Possui graduação em Artes Visuais - Licenciatura pela Universidade Federal de Pelotas (2009) e Especialização em Educação (2012) pela mesma Instituição. Currículo Lattes